sábado, 13 de febrero de 2010

carnaval no deserto

sexta-feira de carnaval no deserto. 
a palavra já instiga os instintos sanguinários de Zoroastra.
carnaval. carna. ah va.
qualquer vacilo pode ser fatal. 
Zoroastra estala os dedos.
respira. solta o ar quente dos pulmões.
V de vingança, mas o crime ainda não aconteceu.
melhor se vingar antes. 
comida crua tem mais vitamina.
vegan de vegança.

sábado, 6 de febrero de 2010

5 de fevereiro

5 de fevereiro, dia de visitar o caixão número 597. Era assim todos os anos. Ela se levantava às 7 da manhã, subia no seu cavalo e ia até a floricultura da rua principal do pueblo. Comprava as mesmas flores: cravos vermelhos. Colocava uma flor no cabelo e o ramo em suas botas. De lá, partia então para o cemitério. Chegava às 9h em ponto, cumprimentava os funcionários, e andava a pé quase 5 km para chegar no ponto final: caixão 597. Andava em círculos sempre dizendo a mesma coisa: Hijo de puta. Por que estoy aqui todos los años? Ajoelhava-se cantando um bolero e chorando deixava as flores no túmulo. Permanecia ali cerca de uma hora, calada, pensativa. Levantava-se berrando que jamais voltaria, que esse era o último ano e que da próxima vez, não teria próxima vez. Voltava a pé os 5 km chorando, despedia-se dos funcionários, abraçava alguma vítima aos prantos e subia no cavalo. Partia sempre olhando para o horizonte jurando que seria a última vez.

viernes, 5 de febrero de 2010

...Mas alguem......alguem me testa constantemente....Q U E M????

As vezes eh melhor aceitar logo...... Se voce nao ve, quem vera? So vc sabe quem vc eh, so voce.

Carta a El Justicero Part 100!!!

Eu venho aqtraves desta te parabenizar por ver que os problemas do Haiti sao muiiiiiiiiiiiiiiiito maiores do que os meus!!!
Voce me mostrou o caminho e la vou eu....... Sera?????? Vamos ver entao! Tanto eu quanto voce.....
Lembrancas El Justicero....lembrancas de Zarcas!!!
O que Elis escreveria hoje? Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais?????? Eu nao Doido, Neta muito menos..... mas algumas, as que eu menos desejava....sim.....whatever, cada um no teu cada qual......
Peace out!!!!
PS: Quando eu tento ir...nao consigo...quando tento ficar me empurrao e a frase da noite eh.....Se Maome nao vai a California......duplafuckingmente!!!

miércoles, 3 de febrero de 2010

ensaio sobre a cegueira

com uma regularidade que impressiona, uma caminhonete da polícia se dirige ao necrotério de Porto Príncipe, para despejar mais corpos. Moscas zumbiam ao redor dos cadáveres. Os funcionários públicos descarregam a carga com suas expressões ocultas por máscaras cirúrgicas brancas

Centenas de corpos, de adultos e crianças, estão empilhados do lado de fora do necrotério, inchando sob o sol escaldante. Pessoas caminham sobre os corpos tentando procurar parentes desaparecidos, tampando o nariz para tentar bloquear o cheiro de podridão.

"Eles finalmente levaram minha filha", disse um homem atordoado, Roilin Elysee, de 58 anos, que tinha visto os homens em uma caminhonete Nissan com a palavra "polícia" recolherem o corpo da filha na frente da Embaixada da França na última quinta-feira. "Eu não sei o que será de seu corpo", disse.


Funcionário de necrotério tenta organizar corpos do lado de fora do prédio / NYT

"Estou tentando encontrar meu irmão", disse um homem visivelmente confuso enquanto olhava para a pilha de corpos. "Irmão!", gritou algumas vezes. Ninguém respondeu.

Um homem vestido de branco vagava entre as pessoas ao redor do necrotério, gritando repetidamente em um alto-falante: "Deus está voltando!"

Mas a sombria pilha de corpos ao lado do necrotério mostra que o precário Estado haitiano começou a trabalhar, mesmo que minimamente, enviando a polícia para recolher os corpos pela cidade. As caminhonetes da polícia foram praticamente os primeiros esforços de recuperação organizada vistos em várias partes de Porto Príncipe.

- copiado e colado do new york times

martes, 2 de febrero de 2010

One world???

O quao longe podemos atirar? Seguir nossos instintos? Nao ver o que todos veem, ou melhor, ver o que os outros nao veem? Um so mundo.....o deserto...que de deserto so tem o nome, porque desde que nele mergulhei de cabeca, minha vida nunca esteve tao cheia de personagens inesqueciveis e cheia de vida. Nao lembro exatamente em que momento eu mergulhei mas ainda acho que foi quando vesti as botas amarelas com uma espingarda na mao.
A porta se abriu e ela avistou um caminho vermelho e estreito a sua frente. Talvez outros teriam saido correndo mas ela seguiu em frente.
O caminho a levou a dois alvos que ate hoje ela nao conseguiu decifrar....Piratas nao sao, coyotes muito menos. O que sao eles?
Enfim.... Ela nao deu ainda o tiro fatal.
A pergunta eh? Sera que o desconhecido a esta impedindo de matar?
ouuuuuuuuuuu
Sera que ela ainda esta tentando o tiro fatal em dois alvos com uma so bala? e se esta sera isso possivel? Uma bala, dois alvos....um so sangue derramado!
Uma coisa ela sabe, para tudo ha uma primeira vez, e quem sabe ela nao esta aqui para provar isso.
Estaria ela out of her mind? ou estaria ela sendo a pistolera mais sincera do deserto? Porque se existe uma coisa que ela luta contra eh hipocresia!!! Ou seria ela a pistolera mais teimosa querendo o impossivel? Ou talvez a mais egoista nao querendo deixar nenhum alvo escapar......
Assassinato ou suicidio?

Chamando todas as pistoleras.....SOS precisamos fazer uma reuniao....muitas perguntas a serem respondidas!!!

domingo, 31 de enero de 2010

Hoje não.

Zari respira. Olha para a arma e abaixa. Novamente respira. Então, vira de costa para o bar e anda até o primeiro cacto. Ela decide não atirar. E se questiona:
- Pra que? - Mais um?
Olha para o chão e guarda a pistola. Caminha novamente até o bar. Pensa em beber um copo d'agua, mas aceita o convite do marujo para degustar um vinho.
- Se vacilar, eu atiro. - fala ela.
Ele olha de rabo de olho e pega a taça. Ela desvia o olhar para a janela e pensa: não quero. Hoje não. Nem amanhã. Espero algo melhor, algo que possa encher meus lábios e dedos de sangue, fresco. Planeja. Imagina. O plano tem data, mas não tem pirata certo. Só o pueblo: Zapas.
Ela não esperou a taça chegar, saiu do bar assim que definiu o pueblo. Não avisou ninguém, pegou a estrada sozinha. O novo caminho, o plano, o pueblo.

viernes, 29 de enero de 2010

unfuckingbelievable!!!!

Ok voces querem escutar uma balada......la vai
Estou em casa pronta para tomar um relaxante muscular se eh que vc me entende......ai recebo uma chamada de minha irma, deixando bem claro, Zaliiiiiii, que saudades de ti.....looooooogico que sairei com voce ainda mais sobre essas circunstancias....aniversario do ex, presente, futuro??? ou nao...quem sabe???? Foda-se....Somos nos, as ex futuras invensiveis irmas GREEN EYES, BLUE EYES!!!!!!! Mas pera ai que o melhor ta por vir. Larguei Zali muito bem acompanhada na balada e quem me liga??????? PAI......Bebado que nem a porra....KKKKKKKKKK TODO MUNDO MERECE PEGAR ZAUL BEBADO NA BALADA. ZOBRIGADA ZAI! NAO PODERIA MORRER SEM ESSA. O resto escrevo tomorrow. Good night everyone!

viernes, 22 de enero de 2010

Em pleno janeiro, no meio da rua principal do pueblo: um corpo estendido no chao. Parte IV

Carência. É a palavra do tiro, do contexto, do ato, do fato, da queda. Com molho ou sem, com tequila ou com água, foi, caiu, espatifou no chão. Foi história na boca do povo, virou post, virou leitura.
Carência, nao só de piratas verdadeiros, mas de aparecimento do povo no deserto. Todo mundo sumiu, até os novos nao apareceram. As moscas, só as moscas estavam lá. Compravaram o fato: em pleno janeiro, no meio da rua principal do pueblo: um corpo estendido no chão. O corpo de Zari, registrado pelas cameras dos paparazzis. Virou capa de jornal: 2010 e Zari é baleada. Porra, dá um desconto!!!! Quem nao cai assim de bobo?

Lógico que cai, bate a cabeca e depois dorme ali com as moscas. Cai bêbada chorando e acorda com esperança que o dia tem que ser melhor. E foi. Encontrei minha mãe, trocamos palavras sobre o aparecimento de sapos dando rasteiras. Brejo. A porra do brejo no meio da areia. O plano é só um: mudar de brejo, atirar em outro. E óbvio, explodir com granadas o brejo que ficou lotado de sapos podres acompanhadas de suas rãs fedidas.

O plano tem data. Como diz Zoroastra: O prato da vingança se come frio!

Em pleno janeiro, na rua principal do pueblo: o corpo estendido no chão! Parte III

O corpo que cai por exaustão de motivos de ficar de pé, cai mais pesado, e pesa como um pedaço de carne, carne crua, carne dura, carne escorregadiça. A carne caiu sobre o corpo, e o corpo, sobre a cabeça, e a cabeça sobre os motivos, e ficaram todos esmagados, com tomate entre as dobras das partes, e as partes, já não sabia-se onde começavam umas e onde terminavam outras. Era uma metáfora feito fato dado rolado na mesa, à sorte de virar um cinco ou um seis, ou, por azar, um um, e alguns tuns rolados, caiu justamente no.



Zari não sabe, mas aprendiz de todos, é a protagonista da ficção. Inaugura o cenário, joga aos companheiros a oportunidade, e junto no jogo, joga as espectativas. Jogou e, dessa vez, sem sorte, caiu um.



- Por carência, não! Não vá por esses lados que de melodramas bestas o mundo tá encharcado, diria alguma das pistoleras ou Justiciero, mas, embebecidos em cotidianos assuntos, não lhes sacudiu a cabeça a hipótese de que o assunto era sério, e seguiram, cegos, seus caminhos mambembes como que estupidamente ilhados em seus próprios egos – embora não fosse exatamente isso, mas, sobre a nítida e falsa superfície aparente, o fosse.



Zari finalmente teria que andar pelas próprias pernas e separar o joio do trigo. O dissernimento que as situações mais frágeis pede ao espírito quando se está frágil é tão peculiar que pode parecer vinho mas descer ácido pelo estômago como vinagre. Água e tekeño, isso é ausência, óbvio que era, mas o que vale mais, mais uma aventura bala-furada ou uma história pela culatra. Bebeu água.



Embora todo o significado enroscado do submundo novelesco aqui tenha como síntese um verbo, o verbo atirar, o mesmo verbo carrega em si uma falsa aparência aventuresca. A diferença entre um épico e um espaghetti é tão melindrosa como a rasteira de um velho mestre de capoeira. Vai-se por um lado, para desemboar de outro e no fim, bem, esqueceu-se e caiu.



Não é propriamente o tiro que define a ação, mas a definicão de o que vem antes e, princalmente, depois. O tiro, em si, é a consequência fatal de fatos sem importância bem encadeados. Se lhe cai os significados é porque lhe caem os pequenos trechos e, por essa viela, não vá – mesmo que com pontaria certeira.



Mas, meio que de repente, as coisas começam a retomar seu signicado, como quando se acorda de manhã e o dia já é outro. Como quando o dia já é novo.

martes, 19 de enero de 2010

Em pleno janeiro, na rua principal do pueblo: o corpo estendido no chão! Parte II

O sol derretia o rosto de Zari no chão. Com o corpo suado, Zari abriu os olhos, e ao sentir a claridade, os fechou novamente. A cabeça doia. Ressaca na certa. A garrafa de tequila num gole só. Com cenas rápidas na mente, lembrava que andava de um lado para o outro na rua principal aos prantos. Lembrava também da voz suave de El Justiciero. O sorriso. Zari gostava da preocupação del Justiciero, parecia um irmão, que sempre estava disposto a ajudar qualquer pistolera. Óbvio, que tinha segundas intenções. El Justiciero exibia-se para o pueblo já que andava sempre ao lado das gostosas pistoleras. Gostosas e imbátives. Já tentaram algumas vezes matá-las, mas nunca conseguiram. Uma mistura de Kill Bill com Matrix de dar inveja a qualquer cineastra.
Voltando a Zari. Ela se levantou, deu quatro passos até o bar. Pediu um copo d'agua e um tekeño de queijo. Exausta, apoiou-se no balcão. Dormiu mais uma vez. Acordou com um marujo desconhecido dizendo que água e o tekeño estava pronto. Zari sabia o que tinha acontecido. Seu primeiro pensamento foi, depois de analisá-lo, se atirava no coração ou no cérebro. O marujo continuava olhando dentro de seus olhos e Zari lembrou da voz del Justiciero ontem a noite: "Isso é ausência, Zari." Óbvio que era ausência Justiciero.
Se Zari atirou?
Não.
Ainda não!

lunes, 18 de enero de 2010

Em pleno janeiro, na rua principal do pueblo: o corpo estendido no chão!

Três tiros, um seguido do outro, disparados pela pistola de Zari. Estava sozinha, parada, de costas para o pueblo na rua principal. Além disso, falava também sozinha. Já era um sinal. Zari não estava muito bem nessas últimas semanas, estava cansada, exausta, triste, ria apenas por rir. Nas festas não permanecia muito tempo na pista. Realmente ela não estava bem, o pueblo já tinha notado e agora ela falando sozinha e atirando para o horizonte, estava mais que comprovado: Zari já não era mais a mesma.

Seria necessário o abandono do deserto? Rasgar o passado como folhas e jogá-las no lixo?

Nem Zari sabia.

Zari andava de um lado para outro segurando numa mão uma garrafa de tequila e na outra uma espingarda.

Justiciero saiu do bar a procura da vítima no chão. Não encontrou nada além da sombra e da voz de Zari:

- No quiero más. Porque no lo suporto más. Necesito de ayuda! Ayudameeeeee porfa!!! - Grita Zari caindo no chão.

El Justiciero corre até o corpo de Zari e começa a tentar levantá-la. Uma tarefa quase impossível quando se trata de uma pistolera completamente bebada aos prantos querendo se entregar ao chão.

- Vamos cielo, fuerza!
- No quiero, sueltame! Hijo de puta, Justiciero Hijo de Puta!
- Agora vai descontar toda raiva deles em mim?
- Si Cabrón!!! Tú eres del mismo equipo! De los hombres, de los piratas, de los marujos, de los mascarados! Todos unos mierdas! No quiero más y punto! No quiero más los piratas, tan poco los marujos, y tan poco los pistoleros. Nadie!
- Sofre de ausência, Zari. Isso já vai passar. O sol vai brilhar e você vai querê-los de volta, tenho certeza disso, sua pistolera safada!

Na esperança e no conforto, Zari adormece ali, no meio da rua principal do pueblo. El Justiciero se levanta mais aliviado, deixa o corpo da pistolera ali bem no meio. Sabia que esse era seu último desejo daquela noite. Ele continua andando em direção ao bar contando as flores dos cactos, olha de longe a casa das pistoleras e vê a festa. Pega a direita e entra no bar.

- El Justiciero? Quem foi baleado?
- Zari!
- Como a Zari? Baleada? Por quem? Não é possível.
- Claro que é. O corpo tá estendido ali no meio da rua.
- E quem atirou?
- A mente dela. Foi fatal! Amanhã deve estar melhor.

miércoles, 6 de enero de 2010

capaganga jackie

mais uma vez chutado, mamado, babado, balado, fim de festa, final feliz e(ou) triste, visse, viste o findomundo: Pois estarei, à irônica, fumando meu cigarro... e, bem sabem, escapulindo às avessas, uma saudade - meio reversa - inversas - as mesmas (conversas) que, quando, (às avessas), resolvem resolver realizar a rima a rodovia a rota toda, sei lá, sabem bem, mais que eu, fodem tudo e, vai vê que, se, pá, é uma ausência do mar mesmo:
quiet nights, quiet storms,
quiet walks, quiet streams,
how lovelly
this is where i want to be
until the final ficlcker
the meaning ok existence, my lord.
- fazer feliz a quem se ama
- ao encotrar vc...
the meaning of existence, my lord.

domingo, 3 de enero de 2010

Un nuevo ano!!!!!!

Viva....Viva el momiento, cada segundo, cada suspiro, alegrias, tristezas, cada emocao, boa e as vezes nem tanto, mas viva. Um ano se passou e digo que ano hein???? Caraca haja coracao!!! Mas esse ano estara guardado para sempre en mi corazon, mas muitos estao por vir. Que as historias do passado nos ensinem a viver um presente melhor..... Saberia nomear o momento mais importante desse ano que passou, todos foram inesqueciveis, mas um foi o mais importante..... Mas o que passou esta agora la em 2009. Acho que foi essa a maior licao de todas. Viva porque em uma fracao de segundo..........Entao meus companheiros de deserto...continuemos nossa jornada, nao querendo dizer que somos melhores ou piores dos que nao nos acompanham, mas sim espalhando nossa alegria e intensidade de viver. De uma simples brincadeira deixamos marcado para sempre nesse blog um pedaco de nossas vidas. Boa sorte a todos e que venha 2010, 2011, 2012.......
Zarcas

jueves, 24 de diciembre de 2009

1 ano!

Um ano de blog, um ano de contos e histórias passadas em pleno deserto, chuvas de purpurinas, casamento de Zermana, a Volta de Zali, as paixões que derrubaram pistoleras em plena areia, Zezão raptada da parede, Black out, a quase morte das pistoleras, os marujos, as mesas de sinuca, a morte vingada de el justiciero, as novas pistoleras do deserto Zaria, Zoroastra, a volta de Zraide e Zalgado. Um ano de muitos acontecimentos, de muitas tequilas, de muitos tiros e de muchos muertos!

Hoje, sem vento, sem areia, sem sol, sem nuvem, é natal e natal no deserto sempre tem festa no Zima! E não se esqueçam: depois que elas passaram pelo deserto vermelho, até as flores dos cactos nasceram. E para quem não entende nada de cactos, as flores só nascem uma vez por ano, e normalmente só a noite. E só existe um motivo para isso: as quatro mulheres se encontraram. Agora elas são as companheiras de crime. Unidas pela mesma paixão: o tiro! Deixam o mesmo rastro no local do crime: a letra Z! Ainda não sei se recomendo a vocês um cuidado, ou se apenas digo seja bem-vindo a este blog. Vale lembrar que nem todo ferido gosta ou procura se identificar. Mas sempre existe algo que diz que elas passaram por alí.... e naquela noite o deserto floresceu....

domingo, 6 de diciembre de 2009

corazon

durante toda a madrugada, flashs com imagens e algumas palavras mal ditas permeavam os sonos e insonos de zoroastra. el corazon começa a formar una concentracion de energia... que sucumbida pelo descaso de lo miesmo pirata de siempre, se transformará numa bala de prata. 

ps. alguns piratas são quase vampiros do deserto. apenas balas de prata servem para matar.

martes, 1 de diciembre de 2009

O dia da verdade

Parecia amor, parecia inocente, tinha cheiro de pureza. Com as mãos em minha cabeça, ele tentava bloquear o vento. Respirava fundo, não queria partir. Olhei bem nos olhos dele e pedi que parasse seu cavalo bem perto do cavalo de Zarcas e Zezão. Com a inocência de um menino, ele me olha sem segredos, e eu resolvo contar:
- Cariño, la verdad es soy una pistolera del deserto.
- jajaja. No lo creo nena, eres muy linda para ser una pistolera.
- Pero lo soy, mira aquella mujer, se llama Zarcas, es mi madriña. Y aquella ali es Zezão, mi companera de crimes.
- Si toda pistolera tiene un cavallo, donde está el tuyo?
- Alii, mira!!! Su nombre es Faísca!
- No es posible, no puedo crer que eres una pistolera.
- Nunca has leyido el blog Las Pistoleras?
- No. Solo el Maridiz.
- Tonto.
Zarcas e Zezão se aproximam, a inocência vira medo, ele aperta minha mão, respira mais fundo. Cada uma de um lado, ele sem respiração e com medo.
- Viene con nosotras ZZ?????
- No, necesito ir a la casa.
- Es una penita! Zari??? Y tu?
- Yo voy, claro.
Me despeço do homem muleque menino inocente. Ele olha em meus olhos e eu nos olhos deles. O vento, a areia, as armas.

viernes, 27 de noviembre de 2009

lejas lutchas

primeiramente, buenas notches, sweets.
muito tempo desde a última. estoy lejos lejos lejos - mas com vcs.
carrego em minha bagagen frutos proibidos, dois quilos de cuecas sujas e seus ensinamentos.
os clássicos, de zarcas, sao meu horizonte. os objetivos, factuais, poesia = pao nosso de cada dia, de Zari.
festa? facam uma agora e outra quando eu voltar! - Estao machucada? estavas!
escrevo este post sem correcao, sem preparacao, sem roteiro, e (maus) sem ter lido o post de zarcas. escrevo por saudades e todo o resto que conhecem.
trarei na bagagem poesia. sei que queriam vinhos, queijos e xurumelas, mas com minha cara de terrorista náo é bom dar bandeira! levo só as bananas, mesmo.
leitores, saudades, escrevo assim que a poeira subir atè tal altura que náo se distingam vinhos caros de baratos!
(- abraco pro marceleza, meu irmao!)
- "A vida é um sonho", dali, daqui da espana.

lunes, 23 de noviembre de 2009

Viva Los Pistoleros

Ela entrou naquele Pueblo ja fazia um tempo. Aquela menina de galochas amarelas que ja atirava ao lado do pai aos seus dez anos e que aos 11 ja enchergava que havia um mundo la fora....Um mundo talvez diferente daquele que todos a empurravam, um mundo mais aberto, menos critico e com certeza mais leve. Vinte e dois anos se passaram e ela realmente pode dizer que o encontrou.
Ali ela esta e ali ela tem dentro dela a certeza que estará por muitos anos. O deserto não tem preconceitos, o deserto só tem preconceitos daqueles que os tem. Um Pistolero não precisa ver ou lutar ao lado de seus companheiros o tempo todo, mas eles estão la......espalhados por todos os cantos, e quando menos se espera....mais um aparece. Não existem regras para ser um Pistolero, mesmo porque, Pistoleros nao tem regras.... Nossa única lei eh a busca da felicidade e esta pode e deve ser encontrada em qualquer Pueblo, de qualquer nacionalidade, de qualquer nível social...
El Justicero, Zariana, Zargos, Zovo, Zoroastra, Zali e todos os Zs da minha historia......Continuem a sua luta, eh só caindo que agente tem a chance de levantar, e só levando balas de raspão que nossos coracoes se fortalecem para a próxima batalha e eh nunca se acomodando que continuaremos vivos, porque quem se acomoda.....morre!
2010 esta chegando e que seja tão bom quanto foi este ano no deserto......O tempo não para!!! Muito menos agente.

Carta para el Justiciero

Justiciero,
Sei que que nesse novo deserto as coisas devem ser todas alegres, diferentes, lindas.... mas precisamos de você. Sim, essa história do Justiciero tirar férias do deserto acho que não vai dar certo não. Só nesse tempo que esteve ausente muitas coisas aconteceram, o deserto quase ficou de ponta cabeça. Zezão ainda está zonza com sua última aquisição, Zarcas está escrevendo poesias, Zoroastra entrou para o cabaré del pueblo, Zovo reapareceu com seu bongo a procura do Trio Los Panchos. E no meio de tanta baderna, o pistolero Zargas voltou para o deserto. Queremos saber se podemos armar aquela festa, ou se esperamos você. E eu continuo aqui, herida, pero no muerta.
besos
Zari