miércoles, 13 de mayo de 2009
Welcome Back my Baby!!!!!
Essa forca maior que atingiu Zali nao sabia com quem ela estava mexendo, ou sabia.... Mas Zali desde o primeiro segundo lutou. Lutou como nenhumade nos jamais havia lutado deixando qualquer um que pensasse em enfrenta-la algum dia se tremendo de medo.
Estamos acostumadas a controlar nosso destino, nada acontece se não permitimos... mas agora as redias estavam soltas e o destino nesse momento não cabia a nos escreve-lo.
Pela primeira vez uma Pistolera caiu, pela primeira vez a dor ecoou por todo deserto e em nossos coracoes.
Saímos do Pueblo e fomos em busca do Pueblo de São Luiz. Um Pueblo que ajudava os feridos, mas so aqueles que eram fortes o suficiente para chegar ate la, e Zali era, e Zali eh!!!!!
Ali entrei prometendo a mim mesma que so sairia de la com ela. Por um momento pensei em prometer enterrar minhas pistolas, mas sabia que isso seria a ultima coisa que ela esperava de mim. Então disfarçadamente entrei com as minhas pistolas providas de silenciador.
Foram dias amargurantes, dias que mudaram minha vida, meu destino. O cansaco tomou conta de meu corpo e minha cabeça....Mas as energias positivas de todas as outras Pistoleras, de todos que sabiam a importância de Zali, e a presença do inseparável companheiro Zumba não me deixaram desistir.......
Obrigada a todos e principalmente obrigada Zali por voltar para nos....Te amo irmã!
domingo, 10 de mayo de 2009
ressurgindo das zinzas....
viernes, 17 de abril de 2009
chupa essa manga!
com mais 7, 24
poe mais 7, 31!
tenho 3 pistolados
mas nao peno por nenhum!
miércoles, 15 de abril de 2009
Whisky sem gelo
miércoles, 8 de abril de 2009
A Saga Sem Fim
Por quanto tempo é possível arrastar sentimentos pela areia do deserto?
Por quanto tempo tempestades de areia, que deveriam cobrir tudo, vão continuar mostrando feridas e ressucitando desejos escondidos?
Quem serão os mortos?
Quem serão os feridos?
Uma pulga atrás da orelha tira o meu sono...
Ao mesmo tempo que enterrei um passado esclarecido, desenterrei um presente mal resolvido!
Um fantasma me persegue... Ganancioso Graal!
Sua ganância me consome e seu sossego não me sossega! Sonhos inquietantes...
Num lapso de razão surge a resposta... Ossanto Omem!
Traz a paz e a alegria! A angústia fica para trás! Um relance de felicidade e de esperança de que há um mundo desconhecido em frente aos meus olhos, logo ali, abrindo a janela e deixando o vento entrar!
Ovento... Quero esse novo mundo! Quero essa nova vida!
Curar as feridas de um tiroteio que teimo em entrar...
O que será então?
(continua)
sábado, 4 de abril de 2009
"A tragédia de El Pueblo - Parte V" ou "A morte das Pistoleras"

- ...
Dom Sebastian caminha lento sob o sol raspando a sola no chão. Segura o chapéu, olha relógio, 16h30. Observa seus soldados entrarem no boteco vazio ao lado e sentarem. A cidade, vazia, cheia de corpos mortos, observa calmamente o início do fim da tarde. 204 assassinatos. O calor invadia os ambientes internos e acelerava a decomposição dos corpos. Um cheiro de comida podre desafiava o estômago dos homens. Na cabeça deles, não passava nada. Tomavam café como mercenários após o trabalho concluído. Aguardavam, sem alma, a recompensa em forma de cargos no novo governo de Dom Sebastian.
Junto com os soldados, o povo, foragido de si mesmo, ao longe, ciente do banquete amargo, preparava-se para ser governado por Dom Sebastian. Trocavam informações e aflições sobre ao que seria que estariam destinados. O assassinato das Pistoleras tinha significado claro para El Pueblo. Toda a cena tinha sido montada para uma única coisa: deixar claro para aquela gente magra quem mandava agora naquelas terras. E a mensagem foi transmitida. O capitão de arestas precisas e frias fincara-se naquela areia sem fim para sempre. Seus filhos e os filhos de seus filhos conduziriam a história de El Pueblo por algumas décadas. De agora em diante, este blog fica em suspenso. Ou acabará. Mesmo que alguém poste algo após este ocorrido, será destituído de significado, de força real, de convencimento. Até um novo herói aparecer, a poesia deste povo estará hibernando. Assim como comida, um povo um povo come poesia. Sem arte, um povo não persiste, não existe. A cultura come signos, almoça poesia. Sem o universo fantástico, El Pueblo deixa de ser El Pueblo a partir de agora. Passa a se chamar “Novo Governo Democrático de Chiapas”. Com a morte das míticas meninas, ninguém é capaz de reverter o domínio de Dom Sebastian. Com as Pistoleras, El Pueblo despede-se de qualquer esperança. O chão seca de açúcar e não mais florescerá algo que não seja banana e cana para exportação.
Dom Sebastian, o homem, o rei, o vitorioso, o centro de todas as forças políticas, o monopólio econômico, digeria uma gordurosa sensação de satisfação. Evitava olhar a comida desperdiçada, os corpos espalhados, mas, quando o fazia, deliciava-se forçosamente com o clímax de violência e poder que instaurara. Trata-se de uma sensação de poder vertiginosa que, apesar de sobre-humana, não alterava sua fisionomia, rude e elevada.
Mas aquele denso odor pulsante insistia em adentrar sua consciência e ele se sentiu mal. Sob um sol pesado, vomitou repentinamente no meio da rua. Um pouco daquele suco vistoso caiu sobre o corpo de uma pistolera e respingou na calça de seu terno. Pegou um lenço e limpou a calça, e abaixado, observou o rosto travado de olhos abertos uma pistolera a meio metro de distância. Quis sentir desprezo, mas a cena macabra lhe assustou levemente. Pareceu-lhe um fantasma. Teve a sensação que aquele corpo poderia retornar à vida repentinamente e olhar em seus olhos ou pegar na sua perna. Afastou-se com dois passou para trás sem tirar os olhos da pistolera. Aquela cena atormentou sua auto-confiança e fez aquele homem sentir-se ilhado em sua própria pretensão. Ficou desconfiado. Por segurança, apoiou a mão na sua arma que estava presa na cintura. Estava ofegante. A luz do dia fraquejou, escureceu sua visão, sentiu-se tonto. Aquele corpo sujo de sangue e vômito estava lhe encarando de olhos abertos. Ele não conseguia suportar aquela cena, mas ficou com medo de virar as costas àquela pistolera. É como se ela fosse levantar-se e mata-lo pelas costas, como ele havia feito. A tragédia que cometera estava calmamente descansando na tarde, aguardando o sol descer e aliviar o calor. Aqueles corpos desfrutavam de uma paz que ele não tinha. Aqueles mortos tinham algo que ele não tinha. Ao mandar para os infernos aquelas pessoas, mandara, com elas, sua tranqüilidade e sua paz. Sentiu raiva dos corpos. Quis matá-los de novo. Queria sair atirando em todos. Certificar de que estavam mortos. Despejar sua raiva por não ter a paz que eles tinham. O) antídoto para sua loucura era mais loucura. Estou ficando louco, pensou. Procura focar-se, percebe a vertigem e tenta centrar-se. Lentamente, vira as costas para voltar ao bar. Mas, estranhamente, quando começa a andar, ouve, bem baixinho, um voz que diz “filha da puta!”. Não era possível! Para e presta atenção. A voz cessa. Mas ele tem medo de virar-se. Convence-se que está louco e que estava ouvindo besteiras. Apavorado, retorma os passos em direção ao bar quando, repentinamente, a voz retorna “Filha da Puta!”. Ele reage como um louco, assustado, como quem entra feito um suicida no meio do fogo cruzado de um tiroteio, mas, nesse caso, a rua estava simplesmente vazia e silenciosa, o tiroteio já tinha ocorrido e ele parecia um louco. Saiu atirando nos corpos errantemente aos gritos. Ta, ta, ta. Findam-se as balas. 6 tiros. Ele volta o olhar para o olho de Zarcas, ensangüentada e vomitada. Pá. O olho dela estava direcionado exatamente ao dele! Ele estranha. Tenta lembrar se aqueles olhos estavam voltados àquela mesma direção de antes. Sente que ela, morta, está lhe olhando. Começa a se aproximar dela e, de repente, ela vira o olhar e se atira sobre uma arma, enquanto ele, lutando contra um fantasma, atira na pistolera, mas em vão. Estava sem balas. Isso dá tempo para Zarcas pegar a arma e, antes que ele entrasse foragido no bar, acerta um único tiro na parte de trás da cabeça de Dom Sebastian, que, 5 minutos após ser o homem mais poderoso e rico de El Pueblo, cai feito presunto na entrada do bar e derruba consigo um belo terno e o que seria o “Novo Governo Democrático de Chiapas”.
Os soldados saem à rua e vêem o corpo de Dom Sebastian à bolonhesa. Olham rapidamente para a rua para encontrar o responsável pelo assassinato e, pronto, mais 4 mortos. Zarcas levanta-se cambaleante, acode as amigas atrizes, e, enquanto as outras se levantam da farsa, ela passa pela porta do bar não sem antes mandar um recado para o corpo morto de Dom Sebastian. “Nojento!”.
Entra no bar fedorento e prepara um café quente. Zizinha, Zali e Zezão entram no bar ajeitando os cabelos e tirando a poeira da roupa e dos decotes.
- 205 mortos.
- 204 coiotes e um pilantra, corrige Zali.
- Cigarro?
- Taí.
- Justiceiro, Zizzo?
- Prenderam uns soldados. Tão com eles no outro bar.
- Chama eles.
- Agora não, to com preguiça.
- Beleza, então.
- O povo já foi avisado que deu tudo certo?
- O povo sabia que tudo daria certo desde antes porque com as Pistoleras o tiro nunca sai pela culatra.
viernes, 3 de abril de 2009
A Última Chuva de Purpurina
Lembrei-me da primeira chuva de purpurina que vi no deserto... Estávamos sobre a cúpula da Igreja, El Pueblo já estava adormecido e a turma dos gatos pingados estava reunida. Vagalumes desenhavam números no Sky negro. Cada gota que caia era como um Diamond reluzente. E Zucy estava lá.
Outra vez, quando na Zarena, o teto se abriu sobre nós! Quando a chuva começou, Zarolina tocava e Zary-ann segurava minha mão para que eu não tivesse medo. A leveza que essa chuva trouxe para nossas almas fazia com que todos estapassem em seus rostos um sorriso mais puro que o de uma criança!
Mais uma vez, no Zarnaillon, e as partículas desenhavam barcos no horizonte! Estávamos no mar!!!
Da última vez, não podia ser mais perfeito! Foi no Zurras e lá estavam todos: Zoker, Ziodazais, Zequipecarro, Zack e Zahia. Lembramos de antigas companheiras perdidas em batalhas passadas: Zlá, Zerols e Zreacones. Uma a uma se foram...
Seria aquela a última vez que veria os anjos chorarem purpurina?
O sangue em minha boca salgava minha lingua...
jueves, 2 de abril de 2009
De Zarcas para El Justicero.....
Zizia
El Justicero se esse for meu fim que essas sejam minhas ultimas palavras....
miércoles, 1 de abril de 2009
Enquanto a morte nao vem...
e cada segundo parece uma eternidade!
a cada minuto, milhoes de lembrancas vagam em minha mente.
bilhoes de desejos reprimidos.
trilhoes de desejos conquistados.
uma ideia se fortalece cada vez mais e tenta recuperar seu espaco perdido!
uma pa...
uma terra fofa, ha pouco mexida...
um odor fetido...
um anseio por uma ultima oportunidade:
a chance de um ultimo tiro certeiro que me tiraria dessa vida de pistolera!!!
em meio ao sangue derramado, pensamentos contraditorios invadem a cabeca das 4 pistoleras estiradas, abandonadas...
o anseio pela salvacao versus o abandono de uma vida ainda por viver!
o asco pela putrefacao junto as suas vitimas versus a prisao insossa junto aos nunca pistolados!
seria o fim ou seria o comeco?
seria a dor ou seria a felicidade?
seria o crime ou seria o perdao?
seria o amor ou seria a vinganca?
engasguei com o sangue em minha garganta, recobrando lentamente a consciencia....
"Canto para minha morte"
e no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e nao desejo mas tenho que encontrar
vem, mas demore a chegar, eu te detesto e amo morte morte morte que talvez
seja o segredo dessa vida
morte morte morte que talvez SEJA O SEGREDO DESSA VIDA!!!!
Enquanto a morte se aproxima III
Enquanto a morte se aproxima II.
Enquanto a morte se aproxima...
"meu fim esta proximo! a pistolera de outrora ex-pistolera e de outrora recem-pistolera no apice de sua jornada sanguinaria entre o omem ganancioso e ossanto graal, onde gastava omel deprezando, eh pistolera de agora, envolta num molho pre-pronto de espaghetti com atum e um toque especial de queijo ralado..."
A Tragédia del Pueblo Parte IV

O molho pré pronto de tomate estava quase derramado no espaguete, só que dessa vez, o molho tinha um sabor suave de atum. E não se esqueçam do queijo ralado. Mas macarrão com molho de peixe não combina com queijo ralado, certo? Errado! Gosto não se discute. E para você leitor, que não está entendendo quase nada, eu explico. Entre Piratas do Caribe e Kill Bill existe Matrix. E as pistoleras sabiam muito bem disso.
Os 70 piratas deixaram todas as armas no chão da entrada do bar. Juan Pietro foi o primeiro pirata morto pelas pistoleras. Ele se levantou, bateu no peito - queria ser o primeiro a tentar matar uma pistolera - e mordeu a orelha de Zali. Num ato tão grosseiro, as três se levantaram e começaram a jogar mesas, cadeiras, bancos, garrafas em cima de todos os homens que estavam no bar. A confusão se instala, a porradaria predomina e o show começava. As pistoleras voavam, paralisavam no ar e terminavam com um golpe de Zráááá. Os marujos se surpreendiam que a cada golpe, um homem morto. José Marcondes saiu do bar atrás dos 130 homens e se deu conta que as armas deixadas por eles na porta do bar, tinham sumido. José conseguiu levar mais 70 homens para o bar. Chegaram atirando, mas as pistoleras também tinham armas, e muitas. Zezão tinha recolhidos todas as armas dos marujos. Tiroteio em série. O molho pré pronto de tomate estava derramado. Ainda faltavam 60 homens.
Após quatro horas seguidas de luta, as quatro param e se olham. Estavam suadas, cansadas, exaustas e o bar, além de destruído, com 140 corpos espalhados. Elas recolhem as melhores armas, saem do bar e assobiam para seus cavalos. Mas os cavalos não vêm. Mais um assobio e ao invés de cavalos, uma chuva de granadas. Las pistoleras voam longe, caem, sangram e mais um tiroteio contra os 60 últimos homens daquele pueblo. A poeira sobe, Trio Los Panchos não tocam e muito menos aparecem, cabelos arrancados, sangue espalhado, todos mortos, corpos no chão da esquerda para a direita: Zali, Zizinha, Zezão e Zarcas. As quatro não respiram. Permanecem ali, fáceis para qualquer inimigo acabar num segundo com a vida das lendárias pistoleras. A última esperança da boca de Zarcas para suas compañeras:
“Abram os olhos, reconheçam, há de ventar”...
domingo, 29 de marzo de 2009
A tragédia de El Pueblo – Parte III

Para não perderem o fio a meada, o que ocorreu foi o seguinte: O rico e esperto Dom Sebastian de além-mar aportou nas terras de El Pueblo com o objetivo de dominar o povo e torná-lo escravo. Sob a retórica de um vida moderna e alicerçado de 200 homens armados, em duas semanas, estava morando no centro de El Pueblo e já fazia politicagens com os mais ricos da região e preparava algo semelhante a um Golpe de Estado, (embora, antes dele, o Estado só fosse algo de papel, uma vez que El Pueblo era regido pela lei de Talião, “Dente por dente, olho por olho”). Dom Sebastian já havia envolvido El Pueblo em suas garras e já tinha força para dominar a região. Faltava-lhe a consolidação política de seu poder. Mas, se desse um Golpe repentinamente, sem motivos aparentes, o Golpe faria transparecer sua má-intenção de dominar o povo e poderia gerar uma revolta sangrenta de todo o povo. Melhor seria forjar uma desculpa, uma batalha com poderosos da região e, após a vitória, tomar o Governo com a retórica de que, após a batalha, manteria a paz e o progresso na região. Um golpe perfeito. Dom Sebastian precisava, portanto, de um “pretexto” para dar seu golpe. Uma desculpa. As Pistoleras traduziram-se em uma isca.
Quando nossas heroínas chegaram de volta à vila, perceberam a densidade seca do ar e bem que se preparam para um confronto. Dom Sebastian montou uma falsa cena de assalto, que as fez intervirem, e imediatamente inaugurou um tiroteio com 200 homens atacando as heroínas. A macarronada desencadeada foi praticamente encharcada de molho ácido de tomate e se tornou intragável. Afogou a massa em tinta vermelha. Neste momento, as Pistoleras estão quase afogadas em sangue de molho pré-pronto e, sem elas, a palavra “esperança” fica destituída de significado para El Pueblo.
Mas, apesar de sua impressionante capacidade para prever os movimentos alheios, Dom Sebastian peca pelo excesso de auto-confiança. Seu maior inimigo, sem saber, não estava armado do lado oposto da rua, mas dentro de si, na sua prepotência. Ao preparar uma emboscada tão traiçoeira para as Pistoleras, conseguiu reduzir suas esperanças a zero, mas, ao mesmo tempo, gerou tal raiva em seus sangues ácidos, tal indignação, que, não fosse tão orgulhoso, deveria, ele mesmo, ter voltado à cena do crime para, olhando em seus olhos raivosos e desesperados, dar o tiro de misericórdia e acabar com a cena, com o deserto, com o blog e com a história. Mas Dom Sebastian não sujaria suas mãos com tempero tão grosseiro. Achou mais “poético” deixá-las se decompondo com insetos e mosquitos que se alimentavam lentamente das feridas das Pistoleras. Em breve, coiotes viriam apenas comer a carne ainda morna que, quase sem vida, enrolava-se na areia como um rocambole à milanesa.
Onde estavam El Justiciero, Zizzo, Trio Los Panchos, Boa Samaritana e os outros? Mortos? Se esqueceram delas?
A morte contava seus lentos e dolorosos segundos para triunfar.
Continua...
A Tragédia del Pueblo Parte II

Eram 200 forasteros americanos, nenhum a cavalo. Esqueçam Kill Bill, porque o que aconteceu naquele tiroteio foi exatamente Matrix...
jueves, 26 de marzo de 2009
Quando a vida pede truco!!!!
Olhei para os lados para ver se Zari e Zezao tambem haviam sentido, mas embaladas pelo Trio Los Panchos seguiram dancando e celebrando.
Parti a procura dele, mas ele tinha sumido sem deixar rastros. Parti esperando o vento soprar mais forte como o de costume...pq para o vento eu estava pronta, mas nao foi ele que chegou...
As pistoleras tambem sao boas com as cartas.....mas um Zap no deserto eh praticamente tao impossivel quanto a avalanche....mas ele existe e quando chega agente sabe.
Com o casal maior na mao em qualquer lugar do mundo aquela jogada seria perfeita...mas nao naquele Pueblo naquele momento..... Com a vinda da avalanche o Zap foi arremessado antes do jogo acabar. Eu olhei p o infinito e vi aquela fumaca branca se aproximando se aproximando.....
Meus olhos se fecharam e a respiracao parou................
(To be continued)
A tragédia de El Pueblo - Parte I

Há, porém, dois tipos de barbárie. Uma arcaica, bruta e direta, e outra mais sofisticada, revestida com o véu ideológico da democracia moderna. Na primeira, não há contradições, mas conflitos diretos e claros, à luz do dia, na rua principal, olhos nos olhos, e, cada qual, com apenas uma arma. Há miséria, mas há justiça. O povo e sua barbárie se organizam pela soma desses conflitos. Não há mistério quanto às forças políticas. Na segunda, os conflitos são velados e se estendem anos a fio, obscurecidos por formas institucionais e burocráticas. E conflitos assim estabelecidos, sem resolução, estancados na história, pela sua permanência, ganham um status maior. A esta característica moderna, dá-se o nome de contradição social.
A vila de El Pueblo está, neste estágio de sua história, com um pé no passado e outro dando o seu primeiro passo no presente. Se, há menos de 50 anos, El Pueblo vivia conflitos armados diretos por terra, mulheres, armas e vinganças, hoje, começa a desfocar esse espectro e se formar um novo paradigma, mais velado e desfocado. Uma nova casta ameaça entrar pacificamente na vida comum de forma a violentar este povo com a aparência mágica de normalidade.
Se a vida no passado era ruim, agora, sem que o saibam, será pior ainda. Mesmo com as promessas de fim da fome, distribuição de terras e emprego, anuncia-se a formação de uma nova classe social que ocupará o topo da cadeia alimentar social de El Pueblo.
Para ocupar tal trono, esta nova classe sabe que tem que alternar a melhoria de vida de El Pueblo e, ao mesmo tempo, extorqui-la da forma mais sutil e astuta possível. Trata-se de um plano sagaz. Se tal plano falhar, a nova classe pode ser barbaramente deposta, ao estilo antigo.
Pois bem, ninguém sai de seu trono macio e respeitado do outro lado do mundo para vir a essas terras roídas arriscar sua carne a troco de banana. Ou sairiam?
Esta classe, novos coiotes, não vieram explorar tecnologia de ponta, nem indústria pesada, mas agricultura e, como sempre, trabalho barato. Seu lucro, neste caso, provém da forma mais clássica, embora moderna, de enriquecimento: escravidão, vide trabalho não pago, vide extração do que Marcus chamou de mais-valia.
El Pueblo, porém, não é burro, e, ao menor sinal de desconfiança, acaba com a festa dos pretendentes a novos navegantes. E os novos coiotes que vêm armados de muito dinheiro não querem ter uma bala de espingarda descendo goela abaixo sob um sol ácido de 40 graus. Para isso, leitores, existe o pulo do gato, existe o véu, a retórica sedutora de uma vida moderna.
Dom Sebastiam é um homem de bigodes apreciador de poesia e música clássica, conhecedor de história, amante de mulheres lindas, excelente comandante e orador. Nas suas narinas, passa um ar levemente temperado e ácido, mas inebriante, que eleva sua mente a pretensões quase divinas. Sua ambição é quase do tamanho de sua astúcia, o que não impede que, com um pouco de sorte ou fraqueza alheia, esta astúcia conduza-o às suas pretenções.
Ao chegar em El Pueblo, com as piores intenções e acompanhado de 200 homens organizados, armados e fiéis, deparou-se com um povo silencioso e de pretensões tão rasas quanto as raízes do solo. Só de chegar, já sentiu-se dono do lugar e passou a comprar casas e se achegar aos um pouco mais afortunados da região. Quase que naturalmente começou a tomar aquele povo de longo passado sem derramar uma única gota de sangue, apenas com a coerção que aqueles 200 homens exerciam. Mas a história tem lá seus saltos repentinos...
Cerca de duas semanas após sua acomodação no local, por acaso, nossas heroínas, sempre provindas de alguma aventura fantástica, aportaram seus cavalos e, ao colocar os pés na areia rasa, estancaram o movimento e, lentamente, sentindo o novo ar mais pesado, aplainaram suas atenções para algo novo, embora desconhecido. Se entreolharam como quem confirma o ineditismo do clímax e, astutas, fingindo serem quaisquer anônimas, adentraram andando naturalmente no meio da quase desértica rua principal de El Pueblo observando velhos nas sacadas e crianças brincando em duplas sentadinhas nos cantos, sem perder a atenção à estreiteza que a situação parecia anunciar.
Espontâneas e astutas, elas sempre estavam preparadas para se impressionarem com algo novo sem perder a precisão objetiva de suas mentes e mãos. Mas, como vimos, este encontro não se traduziria em um conflito comum, mas em um encontro de águas anunciado há 500 anos e cuja conseqüência deslocaria o eixo histórico daquele fundo mundo seco de gente, carne e galhos. Elas, bem sabemos, não sabiam disso. Não conheciam a profundidade história do conflito que as aguardava naquele futuro imediato daqui a poucos segundos. Embora astutas, elas não haviam desenvolvido tamanha perspicácia unicamente porque nunca haviam confrontado um inimigo que sabia não se apresentar como inimigo. Um inimigo que cuja astúcia estava em saber fazer-se desfocar frente uma arma clássica, arcaica e direta. Um inimigo que, na sua modernidade, sabia desmanchar-se no ar.
Sob uma câmera alta sobre a rua principal, as 4 ou 5 caminham feito presas sob sol quente cidadela adentro rumo a um confronto entre o passado e o futuro. O inimigo soube montar um cenário de luta no qual, uma vez iniciado o tiroteio bárbaro, poderia simplesmente dissipar-se, ausentar-se da luta, para, depois, findado o dilúvio, mortos os inimigos, retornar ao campo de batalha e recolher os corpos, as carteiras e o dinheiro e sentar-se no trono, como um rei clássico, e celebrar, sozinho, dono de tudo, o triunfo da modernidade bárbara. Uma tragédia estava anunciada.
Continua...
miércoles, 25 de marzo de 2009
AMSTERBAM: a histórica terra proibida
“Só um gole d´água de um cacto e já basta!” – Já me sentia revigorada, depois de longos dias caçando na seca do deserto, mesmo sabendo que as energias nunca eram suficientes para suportar as duras batalhas de uma noite de lua cheia!
Porém, todos sabem: uma pistolera nunca desiste! Mesma que tenha que vender a alma ao diabo, mesmo que arrisque sua vida!
Subitamente, uma idéia louca me veio à mente: ir em busca das terras nunca antes adentradas pelas minhas companheiras de batalha. Montei em Zumbá e parti rumo à terra proibida, onde os fracos não têm vez e onde o risco é maior do que o que se pode ganhar com ele.
Cavalguei por horas sob um sol escaldante que me fazia perder a razão, porém nunca o desejo adormecido que me motivava!
Quando finalmente o sol se escondia atrás de montes de areia, avistei aquele pueblo tão temido, que de forma nunca antes vista, festejava. Festejava o fim dos dias da dor, que para eles estava por vir.
Amarrei Zumbá ainda longe de meu destino, para que seus relinchos não despertassem suspeitas. Uma calça preta cobria minhas pernas do frio noturno, longas botas me protegiam de cobras indesejadas que um dia mataram minha fome por serem a única opção, e uma capa encapuzada acobertava minha face para que meus inimigos não me reconhecessem.
Achei que a alegria e o calor de suas celebrações, na escuridão da noite, me deixariam passar desapercebida. Amargo engano, ocasionado pela cegueira de uma mulher que não via o perigo, apenas via e focava sua nova conquista, a conquista da terra histórica!
Entretanto, rapidamente fui descoberta e virei alvo de um povo enfurecido; tiros vinham de todas as direções, mas eu me esquivava loucamente!
E então, no meio de todos aqueles ataques frustrados, no meio de todo aquele fervor, avistei alguém que ali não pertencia. Certamente não era um deles; um daqueles seres fortes e irrefutáveis. Ali não era seu lugar, não era lugar para um ser pequeno, inexperiente, indefeso, distraído, inocente. Alvo fácil!!! Nele, vi minha única forma de escapar: usá-lo como escudo, afinal, podia ele não pertencer aquele histórico mundo, mas para ali se encontrar, devia ter seu valor reconhecido por aquele pueblo enraivecido.
Finalmente, quando a distância tomada de Amsterbam se bastava segura, o encontro de olhares entre meu escudo e eu foi inevitável: vi nele o reflexo do asqueroso mundo histórico sob a ótica de uma virgem menina. Aquilo em nada podia me agradar; do contrário, só despertava mais a revolta em mim por ter perdido uma batalha! E como o mundo é dos mais fortes, não resisti! Não sairia daquela por baixo! O ego falou mais alto...
Com um rápido movimento ZRÁ!!! O sangue derramado na areia refletia a lua cheia e aquele que devia ser uma espécie de amuleto pro pueblo pungente, em seu último ato em vida, despertou em mim um ato desonroso e covardio....
Ao meu lado, restou apenas Zumbá. Somente ele, companheiro, para acolher tal ato vergonhoso com um olhar carinhoso! Afinal, o que seria de uma pistolera em terras proibidas sem seu fiel amigo, seu cavalo salvador...
miércoles, 18 de marzo de 2009
E o deserto se despede de Zermana

Naquela tarde o vento não apareceu e o calor tomou conta do deserto. Diante de tanta areia, as flores, não as dos cactos, mas alaranjadas e ao lado um vermelho brilhante de pimentas. Um toque para afastar qualquer tipo de azar. Zermana comemorava sua despedida do deserto com muito gosto. E acreditem estavam todos presentes: Trio Los Panchos, El Justiciero, Zizzo, Zotta, Zari, Zali, Zarcas, Zatty, Zarcus, ZeZão, Zé, Zibi, Zol, Zila, Zailarina, Zoca e assim por diante. Os pueblos se juntaram e comemoravam com muitos Zs!! E numa festa tão linda, as pistoleras embriagadas se empolgaram e saíram atirando em quase todos os convidados. Forasteros de pueblos distantes também marcaram presença. Na pista: um baile regado a muito tiroteio. Não posso contar aqui quem foram os feridos, até porque, esse é quase sempre um dos últimos pedidos dos feridos: não me identifique, por favor. E como pistoleras não mentem, não erram a pontaria (ZRÁ) e segredo é segredo, quem não foi, perdeu! Zrá!
martes, 10 de marzo de 2009
La Fiesta del Viento!

Na sétima noite, reunimos o pueblo para uma nova era. Precisava voltar a ventar! A festa foi regada a Zrás! Tinham até balões de gás. Algo que remetia a infância. Talvez só trazendo a infância de volta, poderíamos nos despedir do ciclo que terminava. Era a hora de novos ares, novos ventos e novos pueblos. O cemitério estava cheio. Os Zs já estavam por quase todas as partes. E assim que a natureza percebeu que já tínhamos lavado nossas almas, o vento voltou calmamente, quase como uma brisa. E acreditem!! Mais uma vez, a lenda do deserto: a chuva de purpurina passou, mas só pelos olhos de alguns…
sábado, 7 de marzo de 2009
Quando o deserto te engole... (vai e volta, viu, vindinha)
Um dia eu acordei e ao olhar a alvorada que todas as manhas batia sobre os cactos ao redor da minha tenda, velha de guerra tenda, não senti a areia entre meus dedos, não vi os cactos, reluzindo, sorrindo, dourados, não senti o perfume da bruma do deserto, que traz consigo o cheiro de sangue de batalhas há muito vividas e deixadas para trás. E só o cheiro, porque essas batalhas não mais faziam parte da minha vida."Uma vez pistolera, sempre pistolera!" - dizem elas. Mas ex-pistolera eu era! Tinha a segurança de acordar todas as manhas e não ter marcas de sangue em minhas roupas; saber que ali eu nao arriscava ferir ninguém, nem ser ferida! So que um dia eu acordei e a areia não senti entre meus dedos... Olhando pela porta, era como se o deserto se alongasse mais do que nunca! Não mais via as montanhas dos vilarejos dos pueblos vizinhos, não mais via os cactos, não mais via minha tenda! Era só eu! O calor dos dias do deserto já não me confortava mais! O frio das noites do deserto já não me fazia espairecer mais! Era como um perfeito estranho, o qual eu nunca havia conhecido... E então, quando a falta de um norte deixava o delírio tomar conta de minha mente, eu as avistei! Preparadas como sempre: montadas em seus cavalos, com suas armas empunhadas, seus cabelos esvoaçantes, o suor tomando conta de seus corpos e as novas marcas de tiroteios, os quais somente ouvi dizer. Sabia que nem tudo estava perdido e que agora, aquela antiga frase fazia muito mais sentido: uma vez pistolera... De imediato, um vento bateu, o cheiro de sangue, agora fresco, a areia voando entre meus dedos; estava em minha tenda novamente! Mas não era a mesma tenda, não era o mesmo deserto, não eram os mesmos cactos, e o melhor de tudo e que não eram os mesmos inimigos!!!Novas aventuras estavam por vir! As batalhas passadas tinham que ser esquecidas! Novos tiroteios, novas vitimas, novas celebracoes! Assobiei e Zumba veio galopando ao meu encontro."Balas na agulha, minhas queridas pistoleras, que Zali is back on the game!"jueves, 5 de marzo de 2009
Acelera Zezão!!!!
A porta abre bruscamente com a força do vento. Zizinha caminha até a porta, e olha novamente para o horizonte. E no horizonte, mais uma vez, não existe nada mais que o horizonte, nem sequer uma sombra. E era somente uma sombra que ela gostaria de encontrar naquela manhã. Zizia passa pela sala segurando as malas. Estava na hora delas partirem. Mas ainda nao podiam. Tinham pouco tempo para resgatá-la. Se elas fossem exatamente naquela hora, uma das pistolera ficaria para trás.As duas se olham e resolvem lutar contra o tempo. Elas partem com seus cavalos, mas partem para a direção oposta. Elas iam atras de Zezão. Procuram pelo centro do pueblo e ninguem sabia de Zezão. Na verdade, ninguém jamais a viu. Só restou um lugar: La Casa de Zotô. Depois de 20 minutos, as pistoleras chegam na casa de Zotô - um dos maiores forasteros do deserto. Entram na casa e se deparam com 30 mulheres flechadas e grudadas na parede. Entre elas, Zezão esparramada na parede central da casa. As pistoleras retiraram a flecha e colocaram a pistolera em cima de Ventania.
WELCOME
PARA MIS ZERMANAS PISTOLERAS...SALUD!
Por el camino del desierto
El viento me despeina
Sube el aroma de colita
Luna, luna de nadie
Ella a lo lejos
Una luz centela
La idea de mi estar
Quedar por la noche
Alli estaba a la entrada
Y las campanas a sonar
Y me di con llamarme mismo
Que es puerta del cielo
Ella enciende una vela
En muestra del camino
Suenan voces en el corredor
Y lo que indican diciendo
"Welcome to the Hotel California
Such a lovely place
Such a lovely place"
Ella al lado que brillaba
Tenia una Mercedes
Rodeada de chicos guapos
Ella llamaba amigos
Cuando viene despacio
Del tumba de verano
Aquel era pa'recordar
Y otro pa' olvidar
Le pedi al capitan
Que sirve el vino
Y pedi con un amor
Tenido este alcohol
De este sesenta y nueve
Famosa y que llamando
Pues me va a despertar
La noche para decir
El espejo en el techo
Champana en el hielo
Y ella dijo somos todos prisioneros
De propia voluntad
Y en los cuartos principales
Hacen sus siestas
Hasta aca a la bestia
Pero no la logra a matar
Mi ultimo recuerdo
Corria hacia la puerta
Ver una candela en el camino
Por donde habia llegado
"Relax" dijo el portero
Por mi es honor recibir
Puede salir cuando quiere
Pero nunca yo partir
miércoles, 4 de marzo de 2009
A lenda da pistola dourada
miércoles, 25 de febrero de 2009
Deserto te estraño!


martes, 24 de febrero de 2009
A lenda da chuva de purpurina

Depois que ele passou, não teve luta, não teve ataques e nem guerra. Naquela noite só teve celebração. Convocamos um pequeno baile en San Pedro del Max. Afinal, o furacão tinha trazido coisas novas e destruiu tudo aquilo que era velho sem utilidade. Restaram os cactos e quase todos os personagens do filme. Além disso, chovia purpurina. Estranho de imaginar, mas imaginem, a história do deserto mudou!
E tenha certeza só de uma coisa: depois do furacão, quase tudo no deserto, virou lenda....
Na porta, ela. Vestida de vermelho com um cravo branco na boca. Seu corpo curvado estava molhado de tanto suor. Ela caminha com passos lentos e fortes até a mesa de bilhar, se apóia, cospe o cravo na mesa e vira delicadamente a dose de tequila. Ele, forasteiro e aprendiz, se aproxima e fala em seus ouvidos:
-Mi amor, no quieres...
(TUM)
Cai o corpo do forasteiro e aprendiz sobre o jogo de bilhar. O sangue escorre e mancha o verde da mesa. A música para. Todos a olham. O silêncio toma conta da festa. Nenhum barulho do vento! Ela pega o cravo branco e coloca entre seus seios. Caminha até o balcão e pede sensualmente mais uma dose de tequila.
- Yo lo sabia que un dia volverias, amor! canta ele
- Si?? Que rico guapo!!! Pero, tengo que te decir que estoy de paso! - avisa ela
- No lo puedo crer, amor de mi vida! Tu eres la mejor pistolera del deserto! Tu eres la mejor! Todas ya lo saben!!!
- Si, es verdad! ¿¿Y donde están mis companeras?? Hace tiempo que no las veo!!!
- Están bien, carino!! Ahora la aduna de Tijuana son dellas!!!
- Zraaaaaaaaaa!!!! No lo creoooo!!! Joder!! "Una vez pistolera, siempre pistolera"!!!
- Zra! Es verdad. Mira guapa, las pistoleras se quedarán muy contentas que tu estás aqui!!! Ellas están ali afuera, pues hay la lluvia de purpurina!
Apoiada ainda no balcão, ao lado do copo de tequila vazio, ela abre um sorriso saudoso e olha a cena pelo pedaço quebrado da janela: As três compañeras dançando enlouquecidas embaixo da chuva de purpurina. Ela sequer se move; seus olhos transbordam lágrimas e a saudade esmaga o coração.
A lenda tinha voltado, não para ficar, mas para ensinar. A pistolera mais rápida do deserto se chamava Zov e era madrinha de Zarcas. Foi um reencontro histórico para as pistoleras. E os señores más viejos del deserto espalham por ai, que foi por esse motivo que choveu purpurina. E depois daquela noite, ninguém jamais a viu.
martes, 17 de febrero de 2009
Cada um com seu cavalo

Mas hoje, não tem Trio los Panchos, nem el Justiciero, e nem Zizzo.
Numa arriscada viagem de madrugada pela carretera do deserto rojo, desviamos de um tiroteio de coyotes enfurecidos em busca da aduana de Tijuana. (mal sabem eles, que a aduana é nossa). Quando vimos que os tiros estavam próximos, saímos de la carretera e seguimos pela direita. E como estava de madrugada, não lemos a placa: Estrada do Passado. Eu e Zarcas continuávamos correndo com nossos cavalos sem reconhecer a estrada e quando paramos para ouvir o vento, vimos o castelo de nuestro Papito. Sem pensar duas vezes, entramos e fomos recebidas com uma grande festa com direito até mariaches.
Papito comemorou até a última gota de álcool, estava feliz que tínhamos ido visitá-lo. Convocou os melhores garçons, os melhores mariaches e a melhor comida. Papito está com problemas de visão há mais de 3 anos e por isso, não pode mais atirar. Mas mesmo assim, nos deu os melhores conselhos sobre la carretera que devíamos pegar sem correr riscos de cruzar qualquer tiroteio. Além disso, nos ofereceu o quarto mais aconchegante do castelo: o quarto roxo! A mistura mais maluca que já presenciei em toda minha vida: Dois blogs juntos. Nós pistoleras dormindo no País do Sonho.
Acordamos de manhãzinha, pegamos nossos cavalos e fomos em direção a la casita amarilla. Depois de 20 anos, eu voltaria a ver o meu Papi Zadah. E sem querer deixar um clima de ciúmes, o Papi Zadah preparou uma festa maior ainda que Papito. Depois de muito choro, Papi foi me contando o porque era na verdade meu papi. Zadah foi um grande pistolero na década de 90, ficou famoso quando fugiu de 30 coyotes num caminhão de leite, e é conhecido como o rei da peteca. Papi me batizou de Zari e assisti em grande cena um tiroteio entre minha madrinha e meu padrinho. Depois de quase 24 horas na casa de Papi, fugi pela janela da cozinha. Aprendiz, encontrei Papi ao lado de Faísca.
- Zari? Você lembra daquela frase que te ensinei quando você ainda tinha quatro anos e estávamos no Zarque Bang Bang?
- Lembro, Papi.
- Qual era? – pergunta ele.
- Que nunca devemos atirar em pessoas que estão a pé pelo deserto! Só devemos atirar em pessoas que estão à nossa altura, cada um com seu cavalo.
Papi beija minha testa, me abraça e me ajuda a subir no Faísca. Prometo uma visita breve e saio correndo com Faísca. Lá de longe ele ainda grita:
- Pessoas que invadem o deserto a pé não merecem balas!!! Eles são tão perdedores que os cactos dão um jeito neles!
domingo, 15 de febrero de 2009
miércoles, 11 de febrero de 2009
Voy a quemar tu casa !
Para deixar qualquer pistolera com raiva é só mexer com as ex-pistoleras. Sim, porque qualquer pistolera no deserto se garante, puxa o gatilho e pummm, o corpo cai sobre o próprio sangue na areia seca. Difícil é acertar alguma pistolera, porque toda pistolera guarda em segredo seu passado. É nele que vem o aprendizado dos pais, a primeira vez que ganhou uma pistola, a primeira vez que matou um pássaro em cima de um cacto. Haja história. As ex-pistoleras também têm passados, mas por algum motivo, tudo fica meio embasado, e mal sabem atirar ou mesmo se defender.
Acontece que existe uma casa ali no pueblo Zargants que está causando e a vizinhança não pára de reclamar. Na última noite ameaçou uma de nossas ex-pistoleras. E isso bastou.
Naquela tarde sabíamos que o pessoal da casa estaria bem ali, na nossa mira, no bar Zegas. Sem pensar pulei de Faísca e avisei as pistoleras que entraria no bar e quem quisesse que viesse junto. E obviamente que atrás de mim estavam Zarcas, Zezão e Zela gritando Zráááaááá! O bar guardava um ar de mistério. Parecia até que nos esperavam. Os homens que jogavam bilhar, quando nos viram, pararam e viraram rapidamente seus copos de whiskys. O trio Los Panchos já estava em seu determinado lugar, pronto para tocar. Todos eles ali acreditavam que mais uma vez o sangue seria espalhado por todos os lados. Mas estavam todos enganados. Era só um aviso. Trio Los Panchos tocava uma salsa e nós cantávamos:
lunes, 9 de febrero de 2009
jueves, 5 de febrero de 2009
O méxico, aqui

Debaixo dos nossos pés, ergue-se uma massa gigantesca, 60 mil moradores, só metade escolarizados, mais de um quarto desempregado, cercados por 20 e cinco mil milionários mais quinhentos brucutus armados de 12s, cavalos, carros, bombas e cassetetes.
O cínico cenário social da tragifarsa só não estava visível para quem não quisesse ver.

Atrás de um ladrão de caminhonete, os brucutus entraram a toda ruelas adentro, de 12 na mão, para cumprir seu dever junto ao Estado. São homens que ganham pouco pelo serviço sujo, mas convictos de que, ao servirem ao Rei, servem ao povo. E o povo, ciente de que, antes de tudo, já vive o estado de sítio, prefere o bandido ao mocinho, simplesmente porque o bandido olha na sua cara, e que o Rei, quando olha, só vê lixo e problema a ser varrido.
Cossacos metidos a Charles Bronson.

Mas o problema não se reduz a uma historieta novelesca. Não se trata de roteiro de romance onde o final já se deduz no começo. Não se trata de um roteiro onde o mocinho está na esquerda e o bandido na direita. A Flora vai morrer? Lá longe, vai, mas, aqui do lado, sabe lá Deus. Se partirmos do princípio de que o povo é o oprimido, e o Rei, o opressor, quem são os cossacos metidos a Charles Bronsom? Os opressores? Mas quem é essa classe alta que, lavando as mãos, defende à distancia, num blog, o povo?
O problema todo fica mais complexo, embora sob uma falsa aparência simplista, quando noticiado pelos helicópteros da mídia televisiva. Os periodistas fazem do problema um espetáculo. E, enquanto espetáculo, montam o cenário dividido apenas entre bandidos e mocinhos. Fica mais fácil para o espectador entender.
A simplificação do fato o torna, em verdade, mais complexo. Primeiro, porque é falsa. Em segundo, porque, ao sobrepor uma nova imagem falsa à coisa, cria uma terceira coisa já viciada. E, disto, se deduz que a mídia é, também, um poder. Mas, quem são as fontes da mídia? Os cossacos?
O deserto, onde os conflitos de classe se reduzem a conflitos diretos entre dois cabrons, ficou pasmo frente a complexidade e a violência do conflito. Ficou estático. Suspendeu sua história para chorar a alheia. Acostumado a macarronadas, enquietou-se frente um dilúvio social.
El Justiciero baixa a cabeça, entende a estrutura e, impotente, silencia-se.
Talvez, daqui pra frente, os conflitos mudem de direção...
lunes, 2 de febrero de 2009
Às vezes as balas são de festim!!!!!
Ao entrar cavalgando com Ventania encontrei as companheiras já em suas posições... Zizinha com seu novo olhar, aquele olhar de guerreira que há muito estava adormecido, mas que agora estava mais forte do que antes, e Zezão, com seu olhar calmo de uma pistolera que já tem todo seu plano montado na cabeça...não há lugar para duvidas muito menos para o medo!!!
Usamos nosso tempo nesse pueblo para deixar nossas pistolas brilhando, às vezes dentro de nossos corações sabemos que uma festa, uma batalha, um alvo melhor está somente a algumas milhas a frente, e então poupamos algumas vidas nessa festa, mas só por mais uns dias.... Uma vez na lista de perseguidos as futuras vítimas estão com seus dias contados, mais cedo ou mais tarde as cruzamos no deserto, não há escapatória.
Ao sair daquele pueblo tranquilo levamos alguns reféns, mas só aqueles que não são A-I-N-D-A nossos companheiros, porque A-I-N-D-A não tiveram coragem de se desprender dos padrões que a sociedade, nossa arque inimiga, os impõe.
Avistamos outra festa no deserto e ao escutar o Trio Los Panchos de longe tínhamos certeza que estávamos indo para o lugar certo. A musica mais uma vez encheu nossos corações.... Não tínhamos muito tempo, o dia amanhecia e tínhamos que voltar para nosso esconderijo. As companheiras se separaram e cada uma, com muita sede de guerra, bateu as esporas em seu cavalo e galopou em direção de seu alvo.... Um tiro muito de perto no peito foi disparado de minha pistola......só que dessa vez o a bala era de festim.... balas que só são usadas em vitimas que serão atingidas over and over.....até que contagiadas pelo espírito pistolero...elas regressem ao deserto!
domingo, 1 de febrero de 2009
Solamente los fuertes sobrevivem!!!
miércoles, 28 de enero de 2009
De volta para casa

O dia amanhecia e nós ainda estávamos acordadas. Estavamos comemorando a última batalha vitoriosa. El Justiciero aparece pela janela com um recado que mudaria nossas vidas:
- Las mascaradas están llegando. Ellas quieren la aduana de Tijuana!!!
Nos olhamos, estavamos cansadas, exaustas, suadas e com sono. E precisávamos mapear um plano. O melhor. E o plano só podia ser com as mesmas armas de las mascaradas.
- Vamos lutar com máscaras! – grita Zarcas
Cada pistolera colocou uma máscara no rosto e foram direto para o Underground no deserto vermelho. Era óbvio que elas estariam ali para tentar dominar nossas terras. Por erro ou sorte do destino, chegamos antes que elas no bar. Pensamos até que tinhamos errado o local. Mas Zezão nos garantia que deviamos esperar. Quem espera sempre alcança. Pedimos nossas tequilas às 9 da manhã e esperamos. De repente, o silêncio domina o deserto, e o vento assopra mais uma batalha. O silêncio é quebrado por passos fortes, lentos e marcantes ao som da madeira podre. A porta abre lentamente, entra uma a uma, sempre com um intervalo de um vácuo. Quatro mulheres mascaradas decididas e prontas para lutar. Elas sentam no balcão e pedem também doses de tequilas. Viram as doses em questão de segundos, batem na mesa, viram e gritam:
- Donde están los coyotes de mierda de Tijuana???
Um ar de guerra se instala no bar. O vento pára, a areia não se move e os cactos ficam intactatos.
- Eles morreram na semana passada. – fala com voz tremula o dono do bar
- Quem os matou???
Os sussuros de Zezão eram os mesmo em nossos ouvidos: ainda não, ainda não.
- Umas mulheres que são procuradas pela polícia do deserto. – responde o dono.
Os sussuros: ainda não, ainda não.
- Y donde están estan las putanas de mierda, pues queremos matarlas!!! La frontera de Tijuana es nuestra!!!
Sem pensar, Zezão que nos pedia tempo, levantou com sangue nos olhos e deu três tiros para cima:
- Las putanas son vosotras y la aduana es nuestra hijas puta!!!
O bar treme, os homens que bebiam beijavam o chão e ali bem no meio existia um confronto. De um lado las mascardas e de outro las pistoleras. Elas se atracam, puxam os cabelos, dão voadoras, socos e tapas. O sangue vermelho e ardido de ódio se espalha por todo bar. Em meio de um golpe familiar, eu aponto a arma para aquela mulher com olhos conhecidos, azuis como as águas cristalinas do mar. E na troca de olhar, não consigo atirar, percebo. Era ela: Zela. A velha e mais nova pistolera. Enquanto os tiros eram trocados, nós duas arrancamos as máscaras e nos abraçamos. A guerra se cessa.
Entra pela porta principal Trio Los Panchos atrasado:
Quando chove no deserto
O sol deita e a água rola
O sapo vomita espuma
Onde um cavalo pisa se atola
E a fartura esconde o saco
Que a fome pedia esmola
Suas mascaradas por aqui choveu
Suas mascaradas por aqui choveu
Choveu que amarrotou
Foi tanta água que meu cavalo nadou.
As pistoleras se abraçaram, choraram e sorriram. A Zela depois de 5 longos anos estava de volta. Não era ilusão, a pequena pistolera tinha sido raptada durante uma guerra perdida no deserto de Salazar. Naquela noite Zela começava uma nova história com las mascaradas e desde daquele dia nunca mais tivemos notícias suas. Tinhamos a plena certeza de que Zela estava morta.
Quando las mascaradas perceberam o reencontro das pistoleras, elas feridas e com medo fugiram pelas janelas deixando os rastros de sangue pelo bar.
A festa começou ali mesmo cheio de sangue no chão, a esperança de Zela estava de volta, porque afinal, todo mundo volta um dia para o deserto.



