
O molho pré pronto de tomate estava quase derramado no espaguete, só que dessa vez, o molho tinha um sabor suave de atum. E não se esqueçam do queijo ralado. Mas macarrão com molho de peixe não combina com queijo ralado, certo? Errado! Gosto não se discute. E para você leitor, que não está entendendo quase nada, eu explico. Entre Piratas do Caribe e Kill Bill existe Matrix. E as pistoleras sabiam muito bem disso.
Os 70 piratas deixaram todas as armas no chão da entrada do bar. Juan Pietro foi o primeiro pirata morto pelas pistoleras. Ele se levantou, bateu no peito - queria ser o primeiro a tentar matar uma pistolera - e mordeu a orelha de Zali. Num ato tão grosseiro, as três se levantaram e começaram a jogar mesas, cadeiras, bancos, garrafas em cima de todos os homens que estavam no bar. A confusão se instala, a porradaria predomina e o show começava. As pistoleras voavam, paralisavam no ar e terminavam com um golpe de Zráááá. Os marujos se surpreendiam que a cada golpe, um homem morto. José Marcondes saiu do bar atrás dos 130 homens e se deu conta que as armas deixadas por eles na porta do bar, tinham sumido. José conseguiu levar mais 70 homens para o bar. Chegaram atirando, mas as pistoleras também tinham armas, e muitas. Zezão tinha recolhidos todas as armas dos marujos. Tiroteio em série. O molho pré pronto de tomate estava derramado. Ainda faltavam 60 homens.
Após quatro horas seguidas de luta, as quatro param e se olham. Estavam suadas, cansadas, exaustas e o bar, além de destruído, com 140 corpos espalhados. Elas recolhem as melhores armas, saem do bar e assobiam para seus cavalos. Mas os cavalos não vêm. Mais um assobio e ao invés de cavalos, uma chuva de granadas. Las pistoleras voam longe, caem, sangram e mais um tiroteio contra os 60 últimos homens daquele pueblo. A poeira sobe, Trio Los Panchos não tocam e muito menos aparecem, cabelos arrancados, sangue espalhado, todos mortos, corpos no chão da esquerda para a direita: Zali, Zizinha, Zezão e Zarcas. As quatro não respiram. Permanecem ali, fáceis para qualquer inimigo acabar num segundo com a vida das lendárias pistoleras. A última esperança da boca de Zarcas para suas compañeras:
“Abram os olhos, reconheçam, há de ventar”...




















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